SAP Analytics Cloud: aplicação prática

Publicado em
Por Gian Carvalho
shutterstock_2150206971 (1) (1)

A solução de problemas em uma empresa requer agilidade, confiança e conhecimento para que a questão seja resolvida o mais breve possível. Para isso, um atendimento eficiente deve ser uma das prioridades na hora de fechar um contrato.

Mas como isso acontece na prática? É exatamente o que vamos abordar hoje, ao longo deste texto. Confira até o fim e veja de perto.

Resolvendo os problemas

Quem utiliza um sistema SAP entende a importância de uma decisão tomada na hora certa e muito bem pensada. Mas para que isso aconteça, é preciso que todas as engrenagens funcionem corretamente o tempo todo.

Quando não ocorre dessa forma, vem aí um problema – que precisa ser resolvido com certa urgência em muitos casos.

Evitar danos e resolver a situação o mais rápido possível é o que define um bom SAC. Com organização e conhecimento do assunto, as questões podem ser solucionadas com a ajuda de um suporte dedicado e eficiente.

Como o SAC do SAP Analytics Cloud funciona na prática?

Antes de conhecermos como a questão acontece, precisamos entender de onde ela vem. Para isso, é necessário lembrar que o GRC é um ambiente do ecossistema da SAP dedicado à integração de documentos fiscais entre o cliente e os órgãos fiscais brasileiros.

Monitores fiscais são disponibilizados pela SAP para gerenciar a integração desses documentos. Para a entrada de documentos fiscais no ambiente, ou seja, documentos fiscais emitidos para os CNPJs do cliente, os monitores fiscais permitem que o usuário avalie o status do lançamento de cada nota fiscal e conhecimento de transporte.

No entanto, indicadores estratégicos que façam uso desse volume de dados não estão disponíveis. A agregação dessas informações pode ajudar o cliente a estabelecer um panorama geral da área de entrada de lançamentos fiscais. Utilizando o SAP Analytics Cloud, é possível ler todos os dados relevantes e fornecer indicadores precisos e personalizados, auxiliando o cliente na melhoria contínua de seus processos.

  • Para solucionar o problema acima, três tabelas principais foram mapeadas e utilizadas:
Figura 1 – (Principais) tabelas utilizadas no modelo.

Modo de Conexão

Após o mapeamento das tabelas, a próxima seguinte foi definir de que forma o SAC deve acessá-las. Existem 3 possibilidades:

  1. Importar arquivos CSV ou Excel,
    1. Importar dados a partir de uma fonte de dados ou
    1. Criar uma conexão em tempo real com uma fonte de dados.

O modo de conexão é importante para definir diversos parâmetros da arquitetura da solução, em especial, a periodicidade da atualização dos dados nos dashboards. Para essa demonstração, um extrator foi desenvolvido no SAP para extrair as informações das tabelas de interesse em formato CSV e, em seguida, importar ao SAC.

Com as tabelas mapeadas e modo de conexão definido, os dados “brutos” das tabelas devem ser preparados para a montagem dos dashboards. Comumente referida como “modelagem”, essa etapa consiste em preparar os dados com uma série de ações como ajuste de textos, concatenação de informações, hierarquias, remoção de linhas duplicadas, entre outras atividades. O SAC possui um modelador próprio onde essas atividades podem ser executadas após a importação das tabelas. Alternativamente, a modelagem pode ser realizada diretamente na fonte de dados, com o SAC criando a conexão com as tabelas previamente preparadas. 

Figura 2 – Conexões de dados no SAC.

Figura 3 – Modelador no SAC.

Nessa demonstração, 3 tabelas principais irão compor a origem dos dados:

  1. Cabeçalhos de documentos fiscais: informações referentes aos documentos fiscais emitidos;
    1. Histórico de documentos fiscais: informações do histórico das etapas de lançamento de documentos fiscais no SAP;
    1. Mensagens de erros no lançamento: informações dos logs de erros ocorridos durante as etapas de lançamento de documentos fiscais no SAP.

Para criar indicadores utilizando informações de diversas tabelas, o SAC permite que relacionamentos entre colunas específicas das tabelas sejam definidos. Esses vínculos são realizados facilmente no SAC, criando o modelo ilustrado na Figura 1.:

Figura 4 – Tela para vincular colunas das tabelas e criar a estrutura do modelo.

 

Painéis Resultantes: Dashboard Operacional

Após a finalização da arquitetura de dados, já é possível iniciar a construção dos dashboards. O primeiro painel possui características similares ao monitor padrão da SAP, contando com indicadores na barra superior que totalizam o número de notas e valores associados. Indicadores abaixo da barra superior apresentam o número total de notas segregado por status e etapas atuais das notas.

Figura 5 – Dashboard Operacional.

Adicionalmente, botões de filtro ao lado desses indicadores permitem que o usuário crie visões personalizadas (filtros de data, CNPJs, natureza da operação, status das notas, tipos de processo de lançamento, entre outros). À medida que o usuário seleciona os filtros, todos os indicadores são recalculados, como no exemplo abaixo (filtros: Data: “10.01.2020 até 10.02.2020” e Status de Nota = “02 – Erro”).

Figura 6 – Dashboard Operacional filtrado por Status da Nota = “02 – Erro”.

No indicador de tabela “Cabeçalho das Notas”, novas colunas calculadas trazem informações importantes sobre o lançamento das notas:

  • Reprocessamento (%): Porcentagem de reprocessamento de uma nota ao longo do seu processo de lançamento. Por exemplo, se um processo de lançamento possui 10 etapas, e o documento foi lançado com 12 etapas, o lançamento terá uma porcentagem de reprocessamento de 20%.
  • Aging (Dias): Número de dias desde a integração da nota no sistema até a sua etapa atual. Com esse indicador, o usuário pode priorizar notas mais antigas no sistema que ainda se encontram pendentes de lançamento, por exemplo.
  • Erros: Número total de erros ocorridos durante o lançamento do documento fiscal.

⚠️ ATENÇÃO:  Outras informações dos documentos fiscais podem ser apresentadas nos indicadores de tabela. Por exemplo, CNPJ do emissor, CNPJ do destinatário, CFOP, etc., de acordo com a necessidade da área de negócios.

Painéis Resultantes: Dashboard Gerencial

Um segundo dashboard gerencial foi criado com alguns indicadores estratégicos. Nele foram utilizados os seguintes filtros:

  • Data: “10.01.2020 – 10.02.2020”
  • Status Atual: apenas notas finalizadas (“99 Notas Finalizadas Automaticamente”, “98 Notas Finalizadas Manualmente” e “89 Notas Rejeitadas”).

Figura 7 – Dashboard Gerencial.

A demonstração acima apresenta apenas algumas possibilidades de indicadores possíveis para a solução. As informações presentes irão depender da necessidade da área de negócios, sendo possível ainda ampliar o modelo a partir da agregação de novas tabelas. Por exemplo, tabelas de itens de documentos fiscais poderiam ser agregadas para criar filtros e indicadores à nível de itens dos documentos fiscais.

Figura 8 – Esboço do modelo original ampliado com a tabela de Itens de documentos fiscais.

Saiba mais

Viu como a aplicação prática do SAP Analytics Cloud é incrível? E o melhor é que você ainda pode conhecer muito mais conferindo o blog da Escotta e acompanhando os conteúdos que nós preparamos para você. São diversas dicas e informações super úteis que vão ajudar a explorar todo o potencial que as nossas soluções apresentam para a sua

COMPARTILHAR
BRASIL
Curitiba PR • São Paulo SP • Joinville SC
CHILE
Concepción • Santiago
SAP Silver Partner

A ESCOTTA utiliza cookies e outras tecnologias neste website de acordo com a LGPD (Lei 13.709/18) e demais informações da nossa Política de Privacidade.