O mundo está em constante evolução e o preparo de uma organização para o futuro é algo muito buscado pelos líderes de TI. Para que isso seja feito, no entanto, algumas decisões fundamentais necessitam ser tomadas.

O fato é que, com a rápida mudança que as companhias estão passando, a tomada de decisão com base em regras e protocolos pré-estabelecidos, já não é indicada. Isso se justifica pelo fato de as normativas poderem ficar desatualizadas antes que “a tinta seque”.

Embora pareça radical, a única maneira de garantir o sucesso em um cenário de mudanças tão repentinas é inspirar uma cultura organizacional baseada em valores. Assim, as decisões serão tomadas com base naquilo que a empresa acredita e não em uma regra específica.

Entenda sobre a tomada de decisões por líderes de TI

Se você trabalha com TI deve estar acostumado a lidar com sistemas de inteligência artificial e outras tecnologias do tipo. Porém, as suas decisões, para que seja feito o preparo da organização para o futuro, devem ser tomadas com base nas suas relações com humanos.

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É claro que ferramentas de Big Data e Business Intelligence dão subsídios para a tomada de decisões. Porém, tais dados necessitam de recursos humanos para serem interpretados em um contexto.

Todas as organizações estão envoltas em cenários políticos, econômicos, culturais e de outras naturezas. Se a economia do país vai bem, por exemplo, os dados podem ser interpretados de uma forma. No entanto, se os índices econômicos não forem tão otimistas, a interpretação deve ser realizada de outra forma.

Quando falamos no preparo da organização para o futuro, portanto, é preciso que o gestor de TI avalie sim os dados e o uso da inteligência artificial. Todavia, é necessário que os valores humanos e os cenários da organização sejam avaliados.

Veja as 4 principais decisões de TI para preparar a organização para o futuro

Entendido sobre o processo de tomada de decisões por líderes de TI, é chegado o momento de avaliar as principais escolhas para que se prepare a organização para o futuro.

Listamos algumas das decisões que pensamos serem importantes de serem avaliadas pelas empresas contemporâneas. Tratam-se de questões que estão impactando as companhias atualmente e estão sempre presentes nas conversas corporativas. Confira!

1. Priorização de projetos

Saber quais os projetos devem ser tocados e quais precisam ser suspensos é uma difícil decisão para os gestores de TI. Porém, isso depende de diversos fatores, como os objetivos da alta gerência.

Nesse sentido, cabe que o líder de TI tenha sempre o acesso a novos estudos, dados e informações relevantes para o seu trabalho. Isso fará com que o profissional possa desenvolver relatórios completos, que mostram os projetos que devem ser continuados e os que precisam ser encerrados.

Com bons relatórios e dados sólidos, o gestor de TI poderá argumentar melhor com a alta cúpula administrativa da companhia. Assim, poderá “abrir os olhos” dos diretores e mostrar os caminhos que devem ser seguidos.

2. Terceirização da equipe

Será que vale a pena terceirizar a equipe de trabalho ou é melhor manter os profissionais contratados pela empresa? Vale lembrar que a recente Reforma Trabalhista, sancionada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), possibilitou que todas as funções sejam terceirizadas em uma companhia.

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Antes da Reforma, apenas as funções não consideradas como atividades-fim poderiam ser terceirizadas. Agora, se uma empresa quiser terceirizar todo o seu quadro de colaboradores, não há nada que a impeça de fazer isso.

Porém, o gestor de TI precisa analisar tudo com muita cautela. Antes de terceirizar toda a equipe é preciso considerar alguns fatores, como o comprometimento que os colaboradores terceirizados terão com a companhia. Muitas vezes a economia financeira não compensa.

Por isso, uma boa dica é manter funções estratégicas, como líderes e sub-líderes contratados da empresa e colaboradores de nível operacional terceirizados. Ressaltamos, porém, que cada caso é um caso e tudo precisa ser avaliado na companhia, antes de essa decisão ser tomada.

3. Corte de funcionários do time

Vivemos em uma era na qual as fusões de empresas são algo cada vez mais comum. Não é raro que uma startup cresça, desperte o interesse de uma companhia maior e seja comprada, por exemplo.

Quando isso acontece, demissões são inevitáveis, uma vez que colaboradores da empresa compradora podem absorver funções dos da comprada e vice-versa. Para nortear a organização para o futuro, nesse sentido, é recomendado agir racionalmente e deixas as emoções de lado.

O gestor de TI não pode comprometer a qualidade do trabalho da empresa por ser amigo ou se dar bem com “fulano” ou com “beltrano” do time. O que pode ser feito é organizar um esquema de recolocação profissional, fazendo parcerias com agências de emprego, para buscar novas vagas para os profissionais demitidos, por exemplo.

4. Investimento de inovação

Investir em novos projetos é essencial quando falamos em preparar a organização para o futuro. Por isso, o gestor precisa estar sempre atento às novas tecnologias e recursos que podem ser implementados.

Exemplo disso, hoje em dia, pode ser visto com a implementação do SAP S/4HANA. Trata-se de uma evolução do SAP tradicional, que tem novos recursos e pretende facilitar muito as organizações em atividades do seu dia a dia.

O mesmo vale para o SAP Cloud Plataform, um conjunto de aplicações, plataformas e infraestrutura oferecidas como serviço. Isso faz com que as empresas possam criar ou estender aplicações dos ambientes SAP na nuvem.

A tomada de decisões para preparar a organização para o futuro nem sempre é fácil. Muitas vezes o gestor de TI se vê em uma “sinuca de bico” e é preciso parar e pensar com bastante calma os próximos passos a serem dados. Somente assim será possível escolher o melhor caminho para a organização.

E para ter mais liberdade e poder para tomar as melhores decisões para a área de TI das empresas, muitas vezes o gestor do setor precisa comprovar que tem competência para tal. Saiba como fazer isso em nosso artigo que traz 3 passos para provar o valor do profissional de TI nas empresas em crescimento.

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